17 julho, 2006

Turbilhões

Talvez isto no fundo seja uma palhaçada do tamanho de um balde e o que eu direi daqui para a frente serão meras palavras soltas, descabidas, sem nexo.
Disseram-me uma vez que escrevia muito bem.
Depois disseram que bem.
Depois que muito bem.
Depois ainda não chegou.
Espero.
Por elogios?
Ninguém é capaz de crescer só disso, ainda mais quem sabe se nos enganam?
É fácil distinguir amigos verdadeiros de outros que não o são, digamos que serão conhecidos.
É ainda mais fácil reconhever quem nos elogia de pura vontade, por sentir que nos quer fazer bem ao nos a conhecer que aprecia algo em nós.
Dá logo para ver uma cara com um sorriso forçado que diz algo breve.
Eu recebi tanto elogios como críticas, em relação à escrita penso que maioritariamente positivos.
Mas não será isso apenas pelo facto de bastantes outros escritores darem erros e serem banais por relatarem sempre a fantástica tarde que tiveram com este amor e aquele?
Que me fez perder o sentido da coisa?
Perdi a mão das minhas próprias palavras.
Chorei quando li atrocidades que escrevi há uns meses.
Talvez inconscientemente tenha pensado que seria melhor parar em vez de descarrilar de vez.
Parece que a vida é complexa.
Os sentimentos por vezes explodem e sinto uma eufórica vontade de descrever os turbilhões psicadélicos que me afrontam.
De repente sinto-me recomposta e lá reaparece o vazio.
Parece-me que de tanto lutarem as minhas palavras se enfiaram debaixo da cama para descansar.

18 maio, 2006

Hora de ponta


Quem anda no seu carrinho sofre a hora de ponta quando sai do emprego.
Geralmente os homenzinhos de escritório passam por esse desgastante momento todos os dias, sendo já uma parte natural do dia-a-dia.
Pois bem, eu não sou nenhum homem de escritório e espero nunca vir a ser. MAS, a minha hora de ponta não se compara a estar sentado à espera que os carros da frente se mexam e a ouvir repousadamente as músicas do rádio. A minha hora de ponta resume-se a um dia da semana, especificamente as longas quintas-feiras.
A aula de TIC termina às 17horas.
A aula de formação musical começa às 17horas.
Portanto vejo-me numa agonia para chegar sempre a horas.
O novo stor de TIC, meu deus, como me enerva. No teste quase que chorei do nervosismo que aquela abécula me causou, mas como nem tudo são defeitos...este lá possui a qualidade de nos deixar sair bastante tempo mais cedo.
Então faltam 10 minutos para as 17horas, começo a andar na anormal ideia de chegar a horas à Junta.

Para termos uma ideia do problema que se segue, desenhei o meu percurso escola-junta.


(Na realidade as distâncias são bastantes maiores e a horrível rua que sobe prá junta é uma desgastante subida).

Chego perto da Pedro de Santarém e da Quinta de Marrocos, ali a zona das escola básicas. Sorte a minha que ambas as escolas saem ao mesmo tempo que eu e atravancam a rua toda, andam aos grupinhos e não deixam passar. Vergonha a minha de não querer furar os grupos dos chungas com medo de levar uma sova duma peixeira qualquer. Aí está a hora de ponta. Ando muito lentamente à espera que se movam. Está calor e suo, mas ando lenta como um caracol. Enfim, resumindo e concluindo, eu chego sempre atrasada à aula de formação. Justamente com um professor que não merece atrasos.

12 maio, 2006

Vou participar no concurso literário, não para ganhar, mas para ver se sou capaz de ser algo produtiva. Ao fazer esta corrente já começo a não ser...

Se eu fosse um mês: fevereiro
Se eu fosse um dia da semana: sexta-feira
Se eu fosse uma hora do dia: 0h30m
Se uma direcção: sempre em frente
Se eu fosse um móvel: estante
Se eu fosse um líquido: água, visto que todos os líquidos contém uma percentagem de água
Se eu fosse um pecado: mentira
Se eu fosse uma pedra: areia, porque SIM, há partes da areia que são rochas desgastadas
Se eu fosse uma árvore: cacto, se puder ser
Se eu fosse uma fruta: banana
Se eu fosse uma flor: amor-perfeito
Se eu fosse um clima: clima frio de altitude
Se eu fosse um instrumento musical: piano
Se eu fosse um elemento: terra
Se eu fosse uma cor: preto
Se eu fosse um bicho: pardal
Se eu fosse um som: uma gota de água a cair sobre uma poça, ou algo que contenha outro líquido qualquer.
Se eu fosse uma música: mojitos summer
Se eu fosse um estilo musical: clássica
Se eu fosse um sentimento: angústia
Se eu fosse um livro: madame bovary do flaubert
Se eu fosse uma comida: pizza de atum
Se eu fosse um lugar: floresta
Se eu fosse um sabor: azedo
Se eu fosse um cheiro: chá preto
Se eu fosse um verbo: reflectir
Se eu fosse um objecto: livro
Se eu fosse uma parte do corpo: a parte direita do meu cérebro, para trabalhar a sério
Se eu fosse uma expressão facial: olhos esbugalhados
Se eu fosse uma personagem de desenho animado: baby stewie
Se eu fosse um filme: yellow submarine
Se eu fosse um número: 22
Se eu fosse uma estação: inverno

30 abril, 2006

Quem me olhará na cara?

Se já nem os cães rafeiros olham para mim...



O Iran Costa é um idiota

A minha hora de deitar costuma ser depois das 23 horas. A de acordar deveria ser às 7, mas acabo por acordar pouco depois das 6 e não consigo dormir mais. E logo eu que gosto de dormir.
Ontem já passava da meia-noite e quanto estava a segundos de adormecer, a minha irmã começa a "chamar-me", dando toques na parede. Eu, cof boa irmã cof, levanto-me a pensar que se trata de algo bastante importante. Chego lá e ela canta-me uma música do Iran Costa.
Do Iran Costa.
Aquele anormal.
Afinal é mesmo verdade.
Eu odeio música brasileira.

29 abril, 2006

Braço em vias de ficar torrado

Ontem, dei por mim com a janela do carro aberta até ao fim (sim, eu estava sentada à frente, aleluia) e a apanhar um sol horrendo.
Liguei o rádio e comecei a procurar uma estação de jeito. Pelo menos música que valesse a pena. No famos Rcp ouvia-se a odiável Daniela Mercury, com a sua odiável música brasileira. Continuei, passando por música de discoteca, rocks softs da moda, etc etc. Cheguei a uma estação que acho ser a Radar, mas estava bastante mal sintonizada. Bem, azar o meu. Desliguei o rádio e encostei a cabeça. Passou-se um longo tempo e acho que adormeci.
Quando finalmente a mãe regressou, o meu braço tinha-se acastanhado.

26 abril, 2006

Mais uma mania, diga-se antes um defeito.

Descobri mais uma mania minha, recentemente bastante dominante.

Eu interrompo as pessoas para dizer o que elas vão dizer 5 segundos depois.
Poderá dizer-se que estrago o momento, estragando todas as conversas que tenho.


Sim, eu não consigo manter conversas.


Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.


ao quadrado.
ao cubo.
vezes cem.
infinitos mil.

21 abril, 2006

Produção escrita - Um adaptado

Desde o aparecimento da televisão, muito mudou. As pessoas estão possessas pelos programas, não conseguem deixar de ver a novela da noite que gira à volta dos mesmos assuntos raramente importantes. Existem variados canais, infinitos programas que chegam a ser repetidos vezes sem conta. A meu ver, as notícias são mais importantes, ao manterem todos informados a nível nacional e internacional. Infelizmente, hoje em dia as pessoas valorizam muito mais programas fúteis do que programas realmente interessantes e com muita mais relevância.
A televisão tem um grande poder sobre nós, através das mais variadas maneiras.
O canal das televendas atrai uns com meros produtos dispensáveis, sempre com "descontos" e "oportunidades".
Qualquer canal transmite publicidade, usualmente enganosa, que nos faz acreditar em calúnias e que se entranha nas nossas vulneráveis mentes. A televisão tem vindo a desempenhar um papel muito mais destinado ao puro prazer e divertimento, em vez de ser apenas um meio informativo.
Se formos a ver, raramente existe alguém sem uma televisão em casa, o mais provável é haver uma na sala, uma no quarto, outra no escritório e até na cozinha. Inacreditavelmente há bastantes famílias que não dispensam a televisão durante as refeições, altura de suposto convívio.
Actualmente, a televisão tem bons e maus impactos, mas o uso excessivo é da responsabilidade da população, que deve saber distinguir o que é ou não necessário de assistir.


10 abril, 2006

Olha, encontrei a tua carteira no chão

Ando a sonhar misteriosamente com as mesmas pessoas em vários sonhos. São aquelas más, aquelas com as quais nada tenho a ver...mas uma das quais fez mal à minha irmã. Se eu não fosse tão cobarde dizia-lhe umas quantas na cara. Ando a sonhar que elas passam por situações humilhantes, talvez algo que eu queira que aconteça na realidade.
No primeiro sonho estava com a Ana num concerto qualquer, onde aparecia o Jerry Cantrell. A música não conseguia detectar, pelo menos quando acordei não me lembrava de como era. Estavam elas idiotas a passar por detrás do palco e a certo momento, a música parou e as pessoas calaram-se todas. A mais nova tinha deitado umas gigantescas colunas abaixo, estranhamente tinha ficado com o pé preso. Ficaram vermelhas e mandaram-nas para fora da sala. A Ana, a Raquel e eu também iamos sair, porquê não sei, mas os guardas disseram "venham cá para a frente". E ficámos ali a apreciar o concerto, todas a dançar de maneira impensável.
No segundo sonho que me lembro, estava eu a vasculhar uma carteira, idêntica à da minha irmã. De repente apareceu a mais nova a olhar com uma cara esquisita. Eu disse, inocentemente "olha, encontrei a tua carteira no chão".



Devia ter ido a casa dela e ter-lhe pegado fogo, como o Donnie Darko?
Não, a coitada da mãe não merece uma coisa dessas.