09 janeiro, 2007
Farewell and goodbye
Após longos períodos de ausência e paralisia criativa no ramo da escrita, decidi pôr termo oficialmente.
Saltarei rapidamente para "em suma":
Não me dei ao trabalho de rever tudo o que aqui meticulosamente relatei ou levada pela monotonia simplesmente lancei. Faz coisa de duas semanas que peguei em todos os escritos datados sobre mim em papel que possuo e como todos sabemos que progredimos, eu descobri que progredi e mesmo. As primeiras páginas, ingenuamente escritas..as últimas confusamente intensas giram à volta do acto de reflexão. Não poderei, infelizmente, concluir o mesmo deste cantinho blogosferiano, que tanta tralha acumulou. Perdi a noção de tudo!
Perdi a noção da escrita no papel, mas não perdi a noção ao ponto de recomeçar escritos totalmente enterrados. Terei de pegar no cliché das páginas da vida etc etc, porque ninguém se quer expandir num aglomerado de folhas, tendo uma data de páginas da vergonha, arrependimento e obscuridade do passado nas anteriores.
Obrigada? Penso que agradeço ao milagre de nunca ter divulgado este blog de forma a ficarem com uma impressão diferente de mim..Azar para todos, nunca abrirão os meus escritos em papel mesmo depois de morta, porque serei reconhecida pelo meu exímio trabalho como a melhor fotógrafa a nível mundial.
Parti, para outra!
22 outubro, 2006
Destro Vs Canhoto
Tudo começou na segunda classe, durante as actividades do Natal na escola primária. Estavámos todos a fazer decoração para a sala, incluindo uns sininhos de papel dourado. Comecei a chorar porque era a única que chegada à segunda classe não sabia cortar redondo. Os meus sinos ficaram todos com bicos tal como a minha cabeça que não percebia por que razão as tesouras não funcionavam na mão esquerda.
Passado esse fatal acidente, a minha mente de criança parece ter-se ocupado de outras ideias, esquecendo (ou não sabendo) que necessitava apenas de material adequado. Chega-se à quarta classe e por alguma razão que desconheço ou pura e simplesmente esqueci, comecei a achar que ser canhoto era "fixe". Era diferente, logo era fixe.
No quinto ano recebi uma tesoura de pontas redondas especialmente para canhotos, mas, comprada na "Super-Livro", o que significa maior preço e menor qualidade. Nunca simpatizei com ela apesar da verde cor, rapidamente a deixei em casa de propósito para não ter de a mostrar na escola. Penso que nesse período do segundo ciclo tinha apenas vergonha de ser o que era.
Até aí, nunca tinha conhecido um canhoto como eu, apenas um colega nascido canhoto e grotescamente transformado em destro.
No início do terceiro ciclo, tentei então, ingenuamente, transformar-me em super-destra, apesar de já fazer quase tudo como um destro: afiar o lápis com a mão direita pelo facto da lâmina ser feita para os mesmos, cortar com a mão direita, até escrever eu tentei, só pra não borrar a tinta no papel.
Após essa má experiência, encontrei um livro "O direito de ser canhoto" de Manuel Coelho dos Santos, na pequena livraria aconchegante e velha na Baixa, cujo nome desconheço. O homem que mudou o meu ponto de vista, o único grande destro que defende os canhotos.
No início do livro, transcreve significados de "canhoto" retirados de vários dicionários. Fiz o mesmo com um velho dicionário escolar e espantou-me que pudessem dar a alunos esta ideia de canhoto que vai de normal a atrocidade: "canhoto, que executa com a mão esquerda aquilo que geralmente se executa com a direita; desajeitado (...); o demónio".
Portanto cada canhoto é o demónio em pessoa, apenas pela lateralidade que tem e que apenas é subvalorizada pela maioria ser destra.
Francamente, já me senti monstra sim, ao ver que pessoas escrevem e não borram a folha, cortam com tesouras e facas de serrilha normal na perfeição, afiam na perfeição, comem com os seus idiotas dos garfos de bolo na perfeição!!
Como é possível tudo ser construído e feito de acordo com a lateralidade da maioria e depois ainda terem o descaramento de nos chamarem de demónios por não nos conseguirmos habituar à "destreza"?
11 setembro, 2006
¬¬
Quando cortado o meu cabelo pareceu curto, agora é-me apenas meio termo e estou chateada que nem um peru porque tive de ir ao hospital santa maria onde cada golfada de ar que se toma é um risco de se apanhar fungos e quase me vomitei pra cima duma velha quando vi uma poça a formar-se ao pé do pé dela e depois me apercebi que era pus a sair duma ferida e descobri que tenho a coluna torta pro lado e as fossas nasais aparentemente também e continuo com rinite e era pra acordar às sete mas perdi a hora e ainda por cima não tive tempo pra desfrutar o que tinha acabado de sonhar e já me esqueci de quase tudo menos que aparecia o demoo cujo quarto foi desarrumado por mim.
17 agosto, 2006
Eu bem sabia que os nomes eram só balelas
| SANDRA | ||
|---|---|---|
| S | is for | Sappy |
| A | is for | Active |
| N | is for | Nerdy |
| D | is for | Dazzling |
| R | is for | Radiant |
| A | is for | Abstract |
15 agosto, 2006
Às avessas
Já ouvi muitas pessoas discutirem, dizendo que o mundo não vale uma peva.
Sou forte seguidora da mítica frase "quem está mal, muda-se", talvez a altere um pouco e diga que quem está mal, que mude.
Basicamente é isto: As pessoas detectam os erros mas não os mudam.
E por vezes nem detectam os erros, penso eu feitos com propósito algum.
Vamos a ver as montras das lojas de roupa.
Reparem, reparem!
Os manequins femininos possuem sempre, sem excepção!, os ditos mamilos.
É verdade, e as mulheres verdadeiras fazem de tudo para não serem detectados debaixo da roupa.
Não quero dizer que agora os manequins tenham de usar soutiens, (porque aquilo nem com uns super-almofadados lá ia), mas qual é o sentido de os terem?
Para mim é tudo um desperdício de material.
E ponto.
Sou forte seguidora da mítica frase "quem está mal, muda-se", talvez a altere um pouco e diga que quem está mal, que mude.
Basicamente é isto: As pessoas detectam os erros mas não os mudam.
E por vezes nem detectam os erros, penso eu feitos com propósito algum.
Vamos a ver as montras das lojas de roupa.
Reparem, reparem!
Os manequins femininos possuem sempre, sem excepção!, os ditos mamilos.
É verdade, e as mulheres verdadeiras fazem de tudo para não serem detectados debaixo da roupa.
Não quero dizer que agora os manequins tenham de usar soutiens, (porque aquilo nem com uns super-almofadados lá ia), mas qual é o sentido de os terem?
Para mim é tudo um desperdício de material.
E ponto.
17 julho, 2006
Turbilhões
Talvez isto no fundo seja uma palhaçada do tamanho de um balde e o que eu direi daqui para a frente serão meras palavras soltas, descabidas, sem nexo.
Disseram-me uma vez que escrevia muito bem.
Depois disseram que bem.
Depois que muito bem.
Depois ainda não chegou.
Espero.
Por elogios?
Ninguém é capaz de crescer só disso, ainda mais quem sabe se nos enganam?
É fácil distinguir amigos verdadeiros de outros que não o são, digamos que serão conhecidos.
É ainda mais fácil reconhever quem nos elogia de pura vontade, por sentir que nos quer fazer bem ao nos a conhecer que aprecia algo em nós.
Dá logo para ver uma cara com um sorriso forçado que diz algo breve.
Eu recebi tanto elogios como críticas, em relação à escrita penso que maioritariamente positivos.
Mas não será isso apenas pelo facto de bastantes outros escritores darem erros e serem banais por relatarem sempre a fantástica tarde que tiveram com este amor e aquele?
Que me fez perder o sentido da coisa?
Perdi a mão das minhas próprias palavras.
Chorei quando li atrocidades que escrevi há uns meses.
Talvez inconscientemente tenha pensado que seria melhor parar em vez de descarrilar de vez.
Parece que a vida é complexa.
Os sentimentos por vezes explodem e sinto uma eufórica vontade de descrever os turbilhões psicadélicos que me afrontam.
De repente sinto-me recomposta e lá reaparece o vazio.
Parece-me que de tanto lutarem as minhas palavras se enfiaram debaixo da cama para descansar.
Disseram-me uma vez que escrevia muito bem.
Depois disseram que bem.
Depois que muito bem.
Depois ainda não chegou.
Espero.
Por elogios?
Ninguém é capaz de crescer só disso, ainda mais quem sabe se nos enganam?
É fácil distinguir amigos verdadeiros de outros que não o são, digamos que serão conhecidos.
É ainda mais fácil reconhever quem nos elogia de pura vontade, por sentir que nos quer fazer bem ao nos a conhecer que aprecia algo em nós.
Dá logo para ver uma cara com um sorriso forçado que diz algo breve.
Eu recebi tanto elogios como críticas, em relação à escrita penso que maioritariamente positivos.
Mas não será isso apenas pelo facto de bastantes outros escritores darem erros e serem banais por relatarem sempre a fantástica tarde que tiveram com este amor e aquele?
Que me fez perder o sentido da coisa?
Perdi a mão das minhas próprias palavras.
Chorei quando li atrocidades que escrevi há uns meses.
Talvez inconscientemente tenha pensado que seria melhor parar em vez de descarrilar de vez.
Parece que a vida é complexa.
Os sentimentos por vezes explodem e sinto uma eufórica vontade de descrever os turbilhões psicadélicos que me afrontam.
De repente sinto-me recomposta e lá reaparece o vazio.
Parece-me que de tanto lutarem as minhas palavras se enfiaram debaixo da cama para descansar.
18 maio, 2006
Hora de ponta
Quem anda no seu carrinho sofre a hora de ponta quando sai do emprego.
Geralmente os homenzinhos de escritório passam por esse desgastante momento todos os dias, sendo já uma parte natural do dia-a-dia.
Pois bem, eu não sou nenhum homem de escritório e espero nunca vir a ser. MAS, a minha hora de ponta não se compara a estar sentado à espera que os carros da frente se mexam e a ouvir repousadamente as músicas do rádio. A minha hora de ponta resume-se a um dia da semana, especificamente as longas quintas-feiras.
A aula de TIC termina às 17horas.
A aula de formação musical começa às 17horas.
Portanto vejo-me numa agonia para chegar sempre a horas.
O novo stor de TIC, meu deus, como me enerva. No teste quase que chorei do nervosismo que aquela abécula me causou, mas como nem tudo são defeitos...este lá possui a qualidade de nos deixar sair bastante tempo mais cedo.
Então faltam 10 minutos para as 17horas, começo a andar na anormal ideia de chegar a horas à Junta.
Para termos uma ideia do problema que se segue, desenhei o meu percurso escola-junta.

(Na realidade as distâncias são bastantes maiores e a horrível rua que sobe prá junta é uma desgastante subida).
Chego perto da Pedro de Santarém e da Quinta de Marrocos, ali a zona das escola básicas. Sorte a minha que ambas as escolas saem ao mesmo tempo que eu e atravancam a rua toda, andam aos grupinhos e não deixam passar. Vergonha a minha de não querer furar os grupos dos chungas com medo de levar uma sova duma peixeira qualquer. Aí está a hora de ponta. Ando muito lentamente à espera que se movam. Está calor e suo, mas ando lenta como um caracol. Enfim, resumindo e concluindo, eu chego sempre atrasada à aula de formação. Justamente com um professor que não merece atrasos.
12 maio, 2006
Vou participar no concurso literário, não para ganhar, mas para ver se sou capaz de ser algo produtiva. Ao fazer esta corrente já começo a não ser...
Se eu fosse um mês: fevereiro
Se eu fosse um dia da semana: sexta-feira
Se eu fosse uma hora do dia: 0h30m
Se uma direcção: sempre em frente
Se eu fosse um móvel: estante
Se eu fosse um líquido: água, visto que todos os líquidos contém uma percentagem de água
Se eu fosse um pecado: mentira
Se eu fosse uma pedra: areia, porque SIM, há partes da areia que são rochas desgastadas
Se eu fosse uma árvore: cacto, se puder ser
Se eu fosse uma fruta: banana
Se eu fosse uma flor: amor-perfeito
Se eu fosse um clima: clima frio de altitude
Se eu fosse um instrumento musical: piano
Se eu fosse um elemento: terra
Se eu fosse uma cor: preto
Se eu fosse um bicho: pardal
Se eu fosse um som: uma gota de água a cair sobre uma poça, ou algo que contenha outro líquido qualquer.
Se eu fosse uma música: mojitos summer
Se eu fosse um estilo musical: clássica
Se eu fosse um sentimento: angústia
Se eu fosse um livro: madame bovary do flaubert
Se eu fosse uma comida: pizza de atum
Se eu fosse um lugar: floresta
Se eu fosse um sabor: azedo
Se eu fosse um cheiro: chá preto
Se eu fosse um verbo: reflectir
Se eu fosse um objecto: livro
Se eu fosse uma parte do corpo: a parte direita do meu cérebro, para trabalhar a sério
Se eu fosse uma expressão facial: olhos esbugalhados
Se eu fosse uma personagem de desenho animado: baby stewie
Se eu fosse um filme: yellow submarine
Se eu fosse um número: 22
Se eu fosse uma estação: inverno
Se eu fosse um dia da semana: sexta-feira
Se eu fosse uma hora do dia: 0h30m
Se uma direcção: sempre em frente
Se eu fosse um móvel: estante
Se eu fosse um líquido: água, visto que todos os líquidos contém uma percentagem de água
Se eu fosse um pecado: mentira
Se eu fosse uma pedra: areia, porque SIM, há partes da areia que são rochas desgastadas
Se eu fosse uma árvore: cacto, se puder ser
Se eu fosse uma fruta: banana
Se eu fosse uma flor: amor-perfeito
Se eu fosse um clima: clima frio de altitude
Se eu fosse um instrumento musical: piano
Se eu fosse um elemento: terra
Se eu fosse uma cor: preto
Se eu fosse um bicho: pardal
Se eu fosse um som: uma gota de água a cair sobre uma poça, ou algo que contenha outro líquido qualquer.
Se eu fosse uma música: mojitos summer
Se eu fosse um estilo musical: clássica
Se eu fosse um sentimento: angústia
Se eu fosse um livro: madame bovary do flaubert
Se eu fosse uma comida: pizza de atum
Se eu fosse um lugar: floresta
Se eu fosse um sabor: azedo
Se eu fosse um cheiro: chá preto
Se eu fosse um verbo: reflectir
Se eu fosse um objecto: livro
Se eu fosse uma parte do corpo: a parte direita do meu cérebro, para trabalhar a sério
Se eu fosse uma expressão facial: olhos esbugalhados
Se eu fosse uma personagem de desenho animado: baby stewie
Se eu fosse um filme: yellow submarine
Se eu fosse um número: 22
Se eu fosse uma estação: inverno
30 abril, 2006
O Iran Costa é um idiota
A minha hora de deitar costuma ser depois das 23 horas. A de acordar deveria ser às 7, mas acabo por acordar pouco depois das 6 e não consigo dormir mais. E logo eu que gosto de dormir.
Ontem já passava da meia-noite e quanto estava a segundos de adormecer, a minha irmã começa a "chamar-me", dando toques na parede. Eu, cof boa irmã cof, levanto-me a pensar que se trata de algo bastante importante. Chego lá e ela canta-me uma música do Iran Costa.
Do Iran Costa.
Aquele anormal.
Afinal é mesmo verdade.
Eu odeio música brasileira.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
