Cinco manias minhas via internet:
1- Estou sempre a arranjar a franja, mesmo quando está uma ventania e ela volta a despentear-se.
2- Entro e saio várias vezes no messenger na esperança de me virem falar, o que raramente acontece.
3- Imitar o que os outros dizem, de forma potentemente ridícula. (Como por exemplo hoje, umas galinhas de outra turma andavam aos gritinhos e eu pus-me a fazer o mesmo, discretamente).
4- Reclamar com a temperatura da comida.
5- Fazer falsas identidades na internet.
24 março, 2006
20 março, 2006
O homem que levou um açoite
No ano passado, andava eu então no 8º ano, fizemos um joguinho em Língua Portuguesa. Sim, aquela professora foi a segunda estagiária que apanhei, e essas, oh, era jogos atrás de jogos. Consistia no seguinte: do jornal tinham sido recortadas várias palavras e metidas para dentro duma saca. Saca não digo, talvz saquinha. Continuando, cada aluno retirava da saquinha três palavras e a partir dessas três palavras, tinha de construir um poema.
Cá está então o meu.
Palavras: homem, brilhar e chegada.
Numa noite perfeita
Com as estrelas a brilhar,
Faz-se um homem à estrada
Para à sua terra chegar.
Tal homem viajante
Com as saudades que tinha,
Decidiu regressar
Para alegrar a sua aldeiazinha.
Tão feliz ficou a aldeia
Com a chegada do antigo aldeão,
Que até prepararam uma ceia
Com muita alegria, vinho e pão.
O homem ficou contente
Passou a noite a comemorar,
Com toda aquela gnte
Que nem sabia o que se iria passar.
Dia após dia
Noite após noite,
Nada de jeito o homem fazia
Até que levou um açoite.
Para tal coisa horrível
Quem teria descaramento?
Quem mais poderia ser
Se não fosse o velho rabugento?
E disse então o velho:
"Só te estou a chamar atenção,
A trabalhar nunca te vejo.
Diz-me lá se não tenho razão?
Se calhar até doeu
Mas de certeza que foi bem feito.
Pois porque não hás-de trabalhar,
Se já és homem com pêlos no peito?"
Esse velho rabugento
Não parava de falar.
Até que com a noite veio o vento
E um frio de rachar.
Então o homem preguiçoso
Esse momento aproveitou.
Pegou em todas as suas coisas,
Foi-se embora e nunca mais voltou.
Cá está então o meu.
Palavras: homem, brilhar e chegada.
Numa noite perfeita
Com as estrelas a brilhar,
Faz-se um homem à estrada
Para à sua terra chegar.
Tal homem viajante
Com as saudades que tinha,
Decidiu regressar
Para alegrar a sua aldeiazinha.
Tão feliz ficou a aldeia
Com a chegada do antigo aldeão,
Que até prepararam uma ceia
Com muita alegria, vinho e pão.
O homem ficou contente
Passou a noite a comemorar,
Com toda aquela gnte
Que nem sabia o que se iria passar.
Dia após dia
Noite após noite,
Nada de jeito o homem fazia
Até que levou um açoite.
Para tal coisa horrível
Quem teria descaramento?
Quem mais poderia ser
Se não fosse o velho rabugento?
E disse então o velho:
"Só te estou a chamar atenção,
A trabalhar nunca te vejo.
Diz-me lá se não tenho razão?
Se calhar até doeu
Mas de certeza que foi bem feito.
Pois porque não hás-de trabalhar,
Se já és homem com pêlos no peito?"
Esse velho rabugento
Não parava de falar.
Até que com a noite veio o vento
E um frio de rachar.
Então o homem preguiçoso
Esse momento aproveitou.
Pegou em todas as suas coisas,
Foi-se embora e nunca mais voltou.
04 março, 2006
As belas das novelas só transmitem o que o povo quer ver
Sô Dona Luísa mulher de grande maldade
É má para crianças e velhotes de qualquer idade.
Encarnação viva de uma cobra venenosa
Gosta de se sentir velhaca.
Gosta de se sentir poderosa.
Tem muita classe e glamour apesar de mal-amada.
Mas nem a sobrinha escapou de levar uma valente chapada.
Atiça e faz pirraça
Grita, parte e agride
Mas no fundo até tem graça.
Mulher maquiavélica e manipuladora
Vê a bondade por outro prisma
Se não se põe a pau
Qualquer dia rebenta-lhe o aneurisma.
(Dou os créditos à amiga lá da Guarda)
E claro, agora todos ou ninguém se questionam sobre a razão deste post.
A tvi com as suas típicas novelas, nunca anda para a frente.
Como querem que o país evolua, se o país em maioria só produz programas de televisão pobres de tema e cultura?
Tema, até há, é pena ser sempre sobre um filho perdido ou julgado morto, um amor proibido entre irmãos, zangas de família ou conspirações de mulheres/homens ricos sem necessidade de tal.
Não podemos esquecer aquelas insistentes mensagens subtis sobre os males da droga, tabaco; crise económica e desemprego; alimentação equilibrada (apesar das actrizes serem sempre só ossos) e a questão de métodos contraceptivos (nos jovens de secundário com mais cinco anos de vida em cima).
Sim, claro, as pessoas têm de estar informadas sobre a actualidade e os problemas e males da sociedade.
Cof, cof.
Existe o dito "telejornal".
Intrigas de irmãs ainda mais exageradas que na vida real, emocionante de ver.
Pelo menos para quem não tem mais nada para fazer.
Ai, a velha contradição.
É má para crianças e velhotes de qualquer idade.
Encarnação viva de uma cobra venenosa
Gosta de se sentir velhaca.
Gosta de se sentir poderosa.
Tem muita classe e glamour apesar de mal-amada.
Mas nem a sobrinha escapou de levar uma valente chapada.
Atiça e faz pirraça
Grita, parte e agride
Mas no fundo até tem graça.
Mulher maquiavélica e manipuladora
Vê a bondade por outro prisma
Se não se põe a pau
Qualquer dia rebenta-lhe o aneurisma.
(Dou os créditos à amiga lá da Guarda)
E claro, agora todos ou ninguém se questionam sobre a razão deste post.
A tvi com as suas típicas novelas, nunca anda para a frente.
Como querem que o país evolua, se o país em maioria só produz programas de televisão pobres de tema e cultura?
Tema, até há, é pena ser sempre sobre um filho perdido ou julgado morto, um amor proibido entre irmãos, zangas de família ou conspirações de mulheres/homens ricos sem necessidade de tal.
Não podemos esquecer aquelas insistentes mensagens subtis sobre os males da droga, tabaco; crise económica e desemprego; alimentação equilibrada (apesar das actrizes serem sempre só ossos) e a questão de métodos contraceptivos (nos jovens de secundário com mais cinco anos de vida em cima).
Sim, claro, as pessoas têm de estar informadas sobre a actualidade e os problemas e males da sociedade.
Cof, cof.
Existe o dito "telejornal".
Intrigas de irmãs ainda mais exageradas que na vida real, emocionante de ver. Pelo menos para quem não tem mais nada para fazer.
Ai, a velha contradição.
Nunca mais aprendo.
02 março, 2006
Poucos merecem odes
Diz-se que as odes envolvem assuntos de nível alto.
Ignorância a minha, mas que raio significa o "alto"?
Há tanto no mundo e cada pessoa acha diferentes assuntos importantes.
Acho que não tenho perfil para escrever odes.
Ao escrever poesia penso em momentos negativos, acabo por estragar a minha intenção poética.
Sonhar é bonito, mas há-que expressar o que vai mal.
Se um dia escrever uma ode, vai ser à minha mãe.
Porquê?
Já lá chego, para isso demoro sempre mil e uma pré-explicações.
Os professores dizem sempre que nos devíamos pôr no lugar deles, sentir na pele o mesmo que eles sentem em momentos menos agradáveis durante as aulas.
Não sei bem, mas faço ideia do que é estar perante uma cambada de tótós na puberdade que se acham engraçados (mas no fundo nem se sabem comportar de maneira civilizada).
Agora...fazer o papel de mãe?
Não sei mesmo, nem faço ideia.
Ter-me como filha deve ser horrível.
Mereço muito menos do que recebo.
Sou parva e dou respostas atrevidas.
Por vezes sou estranhamente desobediente, o que deriva da preguiça.
Dou trabalho e de todas as coisas que faço, nada é realmente útil útil.
Já não gosto da escola, mas devia.
Queixo-me de parvoíces, completas futilidades.
Penso que com quase quinze anos já sei muito do mundo e um pouco da vida indeed, mas isso é mentir-me a mim própria.
Faço o que não devo, às horas erradas e de maneira confusa.
O pior pior, é ficar a pensar no raio da minha auto-estima que se afoga cada vez mais.
Tenho de fazer muitas mais alegrias à mãe, parece que não chega.
Não é nem nunca foi minha intenção ser uma má filha, mas apesar de tudo, és importante para mim. A mais importante até.
Devo-te tanto e mais um pouco.
Poso não demonstrar muitas vezes o que sinto, mas é a minha maneira.
Posso não falar, mas sabes que tens sempre um grande lugar guardado nos meus pensamentos, memória e coração.
Ignorância a minha, mas que raio significa o "alto"?
Há tanto no mundo e cada pessoa acha diferentes assuntos importantes.
Acho que não tenho perfil para escrever odes.
Ao escrever poesia penso em momentos negativos, acabo por estragar a minha intenção poética.
Sonhar é bonito, mas há-que expressar o que vai mal.
Se um dia escrever uma ode, vai ser à minha mãe.
Porquê?
Já lá chego, para isso demoro sempre mil e uma pré-explicações.
Os professores dizem sempre que nos devíamos pôr no lugar deles, sentir na pele o mesmo que eles sentem em momentos menos agradáveis durante as aulas.
Não sei bem, mas faço ideia do que é estar perante uma cambada de tótós na puberdade que se acham engraçados (mas no fundo nem se sabem comportar de maneira civilizada).
Agora...fazer o papel de mãe?
Não sei mesmo, nem faço ideia.
Ter-me como filha deve ser horrível.
Mereço muito menos do que recebo.
Sou parva e dou respostas atrevidas.
Por vezes sou estranhamente desobediente, o que deriva da preguiça.
Dou trabalho e de todas as coisas que faço, nada é realmente útil útil.
Já não gosto da escola, mas devia.
Queixo-me de parvoíces, completas futilidades.
Penso que com quase quinze anos já sei muito do mundo e um pouco da vida indeed, mas isso é mentir-me a mim própria.
Faço o que não devo, às horas erradas e de maneira confusa.
O pior pior, é ficar a pensar no raio da minha auto-estima que se afoga cada vez mais.
Tenho de fazer muitas mais alegrias à mãe, parece que não chega.
Não é nem nunca foi minha intenção ser uma má filha, mas apesar de tudo, és importante para mim. A mais importante até.
Devo-te tanto e mais um pouco.
Poso não demonstrar muitas vezes o que sinto, mas é a minha maneira.
Posso não falar, mas sabes que tens sempre um grande lugar guardado nos meus pensamentos, memória e coração.
Peça acabada
E por longos desatinados momentos, pensei ser qualquer coisa.
Uma ouvinte, uma companheira, uma boa companhia.
Decepcionalmente menti-me a mim própria.
Nem sei de que forma expressar, a mentir a si próprio nem era suposto existir.
Olho um pouco para trás, lentamente, para não me magoar muito.
Parece-me que perdi tempo, apesar de ter aprendido isto e aquilo.
Já preencheste o teu papel na minha vida.
Já não há mais falas, a peça acabou.
O pouco público que assitiu, aplaudiu.
Foste brilhante.
Não me enganaste, eu é passo a vida a iludir-me.
Riram-se de mim.
Representei tão mal, no meu papel não constava ingenuidade e fraqueza.
Dizem que devemos aproveitar a vida e não hesitar muito.
No último acto lancei-me de corpo e alma.
Fui vaiada.
Uma ouvinte, uma companheira, uma boa companhia.
Decepcionalmente menti-me a mim própria.
Nem sei de que forma expressar, a mentir a si próprio nem era suposto existir.
Olho um pouco para trás, lentamente, para não me magoar muito.
Parece-me que perdi tempo, apesar de ter aprendido isto e aquilo.
Já preencheste o teu papel na minha vida.
Já não há mais falas, a peça acabou.
O pouco público que assitiu, aplaudiu.
Foste brilhante.
Não me enganaste, eu é passo a vida a iludir-me.
Riram-se de mim.
Representei tão mal, no meu papel não constava ingenuidade e fraqueza.
Dizem que devemos aproveitar a vida e não hesitar muito.
No último acto lancei-me de corpo e alma.
Fui vaiada.
01 março, 2006
O começo
E cá começa uma jornada blogger.
Um diário público, diga-se então.
Não conto segredos íntimos nem nada que se pareça.
Talvez por não ter o prazer de ter algo assim ou mesmo por haver felizes contemplados a ler.
Vou deixar que as palavras fluam, como se não houvesse amanhã.
O que vai cá dentro é um fardo enorme, sinto grandes necessidades para mandar para fora.
Injúrias?
Talvez, mas venham elas sem nomes citados.
É possível que venha tudo de maneira desordenada, como os electrões num condutor da corrente eléctrica.
Critiquem o que quiserem, mas eu só estou aqui para escrever e não para responder.
A minha escrita não vai ser mútua.
Um diário público, diga-se então.
Não conto segredos íntimos nem nada que se pareça.
Talvez por não ter o prazer de ter algo assim ou mesmo por haver felizes contemplados a ler.
Vou deixar que as palavras fluam, como se não houvesse amanhã.
O que vai cá dentro é um fardo enorme, sinto grandes necessidades para mandar para fora.
Injúrias?
Talvez, mas venham elas sem nomes citados.
É possível que venha tudo de maneira desordenada, como os electrões num condutor da corrente eléctrica.
Critiquem o que quiserem, mas eu só estou aqui para escrever e não para responder.
A minha escrita não vai ser mútua.
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