E por longos desatinados momentos, pensei ser qualquer coisa.
Uma ouvinte, uma companheira, uma boa companhia.
Decepcionalmente menti-me a mim própria.
Nem sei de que forma expressar, a mentir a si próprio nem era suposto existir.
Olho um pouco para trás, lentamente, para não me magoar muito.
Parece-me que perdi tempo, apesar de ter aprendido isto e aquilo.
Já preencheste o teu papel na minha vida.
Já não há mais falas, a peça acabou.
O pouco público que assitiu, aplaudiu.
Foste brilhante.
Não me enganaste, eu é passo a vida a iludir-me.
Riram-se de mim.
Representei tão mal, no meu papel não constava ingenuidade e fraqueza.
Dizem que devemos aproveitar a vida e não hesitar muito.
No último acto lancei-me de corpo e alma.
Fui vaiada.
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