02 março, 2006

Peça acabada

E por longos desatinados momentos, pensei ser qualquer coisa.
Uma ouvinte, uma companheira, uma boa companhia.
Decepcionalmente menti-me a mim própria.

Nem sei de que forma expressar, a mentir a si próprio nem era suposto existir.
Olho um pouco para trás, lentamente, para não me magoar muito.

Parece-me que perdi tempo, apesar de ter aprendido isto e aquilo.
Já preencheste o teu papel na minha vida.

Já não há mais falas, a peça acabou.
O pouco público que assitiu, aplaudiu.

Foste brilhante.
Não me enganaste, eu é passo a vida a iludir-me.
Riram-se de mim.

Representei tão mal, no meu papel não constava ingenuidade e fraqueza.
Dizem que devemos aproveitar a vida e não hesitar muito.
No último acto lancei-me de corpo e alma.









Fui vaiada.

Sem comentários: