22 outubro, 2006
Destro Vs Canhoto
Tudo começou na segunda classe, durante as actividades do Natal na escola primária. Estavámos todos a fazer decoração para a sala, incluindo uns sininhos de papel dourado. Comecei a chorar porque era a única que chegada à segunda classe não sabia cortar redondo. Os meus sinos ficaram todos com bicos tal como a minha cabeça que não percebia por que razão as tesouras não funcionavam na mão esquerda.
Passado esse fatal acidente, a minha mente de criança parece ter-se ocupado de outras ideias, esquecendo (ou não sabendo) que necessitava apenas de material adequado. Chega-se à quarta classe e por alguma razão que desconheço ou pura e simplesmente esqueci, comecei a achar que ser canhoto era "fixe". Era diferente, logo era fixe.
No quinto ano recebi uma tesoura de pontas redondas especialmente para canhotos, mas, comprada na "Super-Livro", o que significa maior preço e menor qualidade. Nunca simpatizei com ela apesar da verde cor, rapidamente a deixei em casa de propósito para não ter de a mostrar na escola. Penso que nesse período do segundo ciclo tinha apenas vergonha de ser o que era.
Até aí, nunca tinha conhecido um canhoto como eu, apenas um colega nascido canhoto e grotescamente transformado em destro.
No início do terceiro ciclo, tentei então, ingenuamente, transformar-me em super-destra, apesar de já fazer quase tudo como um destro: afiar o lápis com a mão direita pelo facto da lâmina ser feita para os mesmos, cortar com a mão direita, até escrever eu tentei, só pra não borrar a tinta no papel.
Após essa má experiência, encontrei um livro "O direito de ser canhoto" de Manuel Coelho dos Santos, na pequena livraria aconchegante e velha na Baixa, cujo nome desconheço. O homem que mudou o meu ponto de vista, o único grande destro que defende os canhotos.
No início do livro, transcreve significados de "canhoto" retirados de vários dicionários. Fiz o mesmo com um velho dicionário escolar e espantou-me que pudessem dar a alunos esta ideia de canhoto que vai de normal a atrocidade: "canhoto, que executa com a mão esquerda aquilo que geralmente se executa com a direita; desajeitado (...); o demónio".
Portanto cada canhoto é o demónio em pessoa, apenas pela lateralidade que tem e que apenas é subvalorizada pela maioria ser destra.
Francamente, já me senti monstra sim, ao ver que pessoas escrevem e não borram a folha, cortam com tesouras e facas de serrilha normal na perfeição, afiam na perfeição, comem com os seus idiotas dos garfos de bolo na perfeição!!
Como é possível tudo ser construído e feito de acordo com a lateralidade da maioria e depois ainda terem o descaramento de nos chamarem de demónios por não nos conseguirmos habituar à "destreza"?
11 setembro, 2006
¬¬
Quando cortado o meu cabelo pareceu curto, agora é-me apenas meio termo e estou chateada que nem um peru porque tive de ir ao hospital santa maria onde cada golfada de ar que se toma é um risco de se apanhar fungos e quase me vomitei pra cima duma velha quando vi uma poça a formar-se ao pé do pé dela e depois me apercebi que era pus a sair duma ferida e descobri que tenho a coluna torta pro lado e as fossas nasais aparentemente também e continuo com rinite e era pra acordar às sete mas perdi a hora e ainda por cima não tive tempo pra desfrutar o que tinha acabado de sonhar e já me esqueci de quase tudo menos que aparecia o demoo cujo quarto foi desarrumado por mim.
17 agosto, 2006
Eu bem sabia que os nomes eram só balelas
| SANDRA | ||
|---|---|---|
| S | is for | Sappy |
| A | is for | Active |
| N | is for | Nerdy |
| D | is for | Dazzling |
| R | is for | Radiant |
| A | is for | Abstract |
15 agosto, 2006
Às avessas
Já ouvi muitas pessoas discutirem, dizendo que o mundo não vale uma peva.
Sou forte seguidora da mítica frase "quem está mal, muda-se", talvez a altere um pouco e diga que quem está mal, que mude.
Basicamente é isto: As pessoas detectam os erros mas não os mudam.
E por vezes nem detectam os erros, penso eu feitos com propósito algum.
Vamos a ver as montras das lojas de roupa.
Reparem, reparem!
Os manequins femininos possuem sempre, sem excepção!, os ditos mamilos.
É verdade, e as mulheres verdadeiras fazem de tudo para não serem detectados debaixo da roupa.
Não quero dizer que agora os manequins tenham de usar soutiens, (porque aquilo nem com uns super-almofadados lá ia), mas qual é o sentido de os terem?
Para mim é tudo um desperdício de material.
E ponto.
Sou forte seguidora da mítica frase "quem está mal, muda-se", talvez a altere um pouco e diga que quem está mal, que mude.
Basicamente é isto: As pessoas detectam os erros mas não os mudam.
E por vezes nem detectam os erros, penso eu feitos com propósito algum.
Vamos a ver as montras das lojas de roupa.
Reparem, reparem!
Os manequins femininos possuem sempre, sem excepção!, os ditos mamilos.
É verdade, e as mulheres verdadeiras fazem de tudo para não serem detectados debaixo da roupa.
Não quero dizer que agora os manequins tenham de usar soutiens, (porque aquilo nem com uns super-almofadados lá ia), mas qual é o sentido de os terem?
Para mim é tudo um desperdício de material.
E ponto.
17 julho, 2006
Turbilhões
Talvez isto no fundo seja uma palhaçada do tamanho de um balde e o que eu direi daqui para a frente serão meras palavras soltas, descabidas, sem nexo.
Disseram-me uma vez que escrevia muito bem.
Depois disseram que bem.
Depois que muito bem.
Depois ainda não chegou.
Espero.
Por elogios?
Ninguém é capaz de crescer só disso, ainda mais quem sabe se nos enganam?
É fácil distinguir amigos verdadeiros de outros que não o são, digamos que serão conhecidos.
É ainda mais fácil reconhever quem nos elogia de pura vontade, por sentir que nos quer fazer bem ao nos a conhecer que aprecia algo em nós.
Dá logo para ver uma cara com um sorriso forçado que diz algo breve.
Eu recebi tanto elogios como críticas, em relação à escrita penso que maioritariamente positivos.
Mas não será isso apenas pelo facto de bastantes outros escritores darem erros e serem banais por relatarem sempre a fantástica tarde que tiveram com este amor e aquele?
Que me fez perder o sentido da coisa?
Perdi a mão das minhas próprias palavras.
Chorei quando li atrocidades que escrevi há uns meses.
Talvez inconscientemente tenha pensado que seria melhor parar em vez de descarrilar de vez.
Parece que a vida é complexa.
Os sentimentos por vezes explodem e sinto uma eufórica vontade de descrever os turbilhões psicadélicos que me afrontam.
De repente sinto-me recomposta e lá reaparece o vazio.
Parece-me que de tanto lutarem as minhas palavras se enfiaram debaixo da cama para descansar.
Disseram-me uma vez que escrevia muito bem.
Depois disseram que bem.
Depois que muito bem.
Depois ainda não chegou.
Espero.
Por elogios?
Ninguém é capaz de crescer só disso, ainda mais quem sabe se nos enganam?
É fácil distinguir amigos verdadeiros de outros que não o são, digamos que serão conhecidos.
É ainda mais fácil reconhever quem nos elogia de pura vontade, por sentir que nos quer fazer bem ao nos a conhecer que aprecia algo em nós.
Dá logo para ver uma cara com um sorriso forçado que diz algo breve.
Eu recebi tanto elogios como críticas, em relação à escrita penso que maioritariamente positivos.
Mas não será isso apenas pelo facto de bastantes outros escritores darem erros e serem banais por relatarem sempre a fantástica tarde que tiveram com este amor e aquele?
Que me fez perder o sentido da coisa?
Perdi a mão das minhas próprias palavras.
Chorei quando li atrocidades que escrevi há uns meses.
Talvez inconscientemente tenha pensado que seria melhor parar em vez de descarrilar de vez.
Parece que a vida é complexa.
Os sentimentos por vezes explodem e sinto uma eufórica vontade de descrever os turbilhões psicadélicos que me afrontam.
De repente sinto-me recomposta e lá reaparece o vazio.
Parece-me que de tanto lutarem as minhas palavras se enfiaram debaixo da cama para descansar.
18 maio, 2006
Hora de ponta
Quem anda no seu carrinho sofre a hora de ponta quando sai do emprego.
Geralmente os homenzinhos de escritório passam por esse desgastante momento todos os dias, sendo já uma parte natural do dia-a-dia.
Pois bem, eu não sou nenhum homem de escritório e espero nunca vir a ser. MAS, a minha hora de ponta não se compara a estar sentado à espera que os carros da frente se mexam e a ouvir repousadamente as músicas do rádio. A minha hora de ponta resume-se a um dia da semana, especificamente as longas quintas-feiras.
A aula de TIC termina às 17horas.
A aula de formação musical começa às 17horas.
Portanto vejo-me numa agonia para chegar sempre a horas.
O novo stor de TIC, meu deus, como me enerva. No teste quase que chorei do nervosismo que aquela abécula me causou, mas como nem tudo são defeitos...este lá possui a qualidade de nos deixar sair bastante tempo mais cedo.
Então faltam 10 minutos para as 17horas, começo a andar na anormal ideia de chegar a horas à Junta.
Para termos uma ideia do problema que se segue, desenhei o meu percurso escola-junta.

(Na realidade as distâncias são bastantes maiores e a horrível rua que sobe prá junta é uma desgastante subida).
Chego perto da Pedro de Santarém e da Quinta de Marrocos, ali a zona das escola básicas. Sorte a minha que ambas as escolas saem ao mesmo tempo que eu e atravancam a rua toda, andam aos grupinhos e não deixam passar. Vergonha a minha de não querer furar os grupos dos chungas com medo de levar uma sova duma peixeira qualquer. Aí está a hora de ponta. Ando muito lentamente à espera que se movam. Está calor e suo, mas ando lenta como um caracol. Enfim, resumindo e concluindo, eu chego sempre atrasada à aula de formação. Justamente com um professor que não merece atrasos.
12 maio, 2006
Vou participar no concurso literário, não para ganhar, mas para ver se sou capaz de ser algo produtiva. Ao fazer esta corrente já começo a não ser...
Se eu fosse um mês: fevereiro
Se eu fosse um dia da semana: sexta-feira
Se eu fosse uma hora do dia: 0h30m
Se uma direcção: sempre em frente
Se eu fosse um móvel: estante
Se eu fosse um líquido: água, visto que todos os líquidos contém uma percentagem de água
Se eu fosse um pecado: mentira
Se eu fosse uma pedra: areia, porque SIM, há partes da areia que são rochas desgastadas
Se eu fosse uma árvore: cacto, se puder ser
Se eu fosse uma fruta: banana
Se eu fosse uma flor: amor-perfeito
Se eu fosse um clima: clima frio de altitude
Se eu fosse um instrumento musical: piano
Se eu fosse um elemento: terra
Se eu fosse uma cor: preto
Se eu fosse um bicho: pardal
Se eu fosse um som: uma gota de água a cair sobre uma poça, ou algo que contenha outro líquido qualquer.
Se eu fosse uma música: mojitos summer
Se eu fosse um estilo musical: clássica
Se eu fosse um sentimento: angústia
Se eu fosse um livro: madame bovary do flaubert
Se eu fosse uma comida: pizza de atum
Se eu fosse um lugar: floresta
Se eu fosse um sabor: azedo
Se eu fosse um cheiro: chá preto
Se eu fosse um verbo: reflectir
Se eu fosse um objecto: livro
Se eu fosse uma parte do corpo: a parte direita do meu cérebro, para trabalhar a sério
Se eu fosse uma expressão facial: olhos esbugalhados
Se eu fosse uma personagem de desenho animado: baby stewie
Se eu fosse um filme: yellow submarine
Se eu fosse um número: 22
Se eu fosse uma estação: inverno
Se eu fosse um dia da semana: sexta-feira
Se eu fosse uma hora do dia: 0h30m
Se uma direcção: sempre em frente
Se eu fosse um móvel: estante
Se eu fosse um líquido: água, visto que todos os líquidos contém uma percentagem de água
Se eu fosse um pecado: mentira
Se eu fosse uma pedra: areia, porque SIM, há partes da areia que são rochas desgastadas
Se eu fosse uma árvore: cacto, se puder ser
Se eu fosse uma fruta: banana
Se eu fosse uma flor: amor-perfeito
Se eu fosse um clima: clima frio de altitude
Se eu fosse um instrumento musical: piano
Se eu fosse um elemento: terra
Se eu fosse uma cor: preto
Se eu fosse um bicho: pardal
Se eu fosse um som: uma gota de água a cair sobre uma poça, ou algo que contenha outro líquido qualquer.
Se eu fosse uma música: mojitos summer
Se eu fosse um estilo musical: clássica
Se eu fosse um sentimento: angústia
Se eu fosse um livro: madame bovary do flaubert
Se eu fosse uma comida: pizza de atum
Se eu fosse um lugar: floresta
Se eu fosse um sabor: azedo
Se eu fosse um cheiro: chá preto
Se eu fosse um verbo: reflectir
Se eu fosse um objecto: livro
Se eu fosse uma parte do corpo: a parte direita do meu cérebro, para trabalhar a sério
Se eu fosse uma expressão facial: olhos esbugalhados
Se eu fosse uma personagem de desenho animado: baby stewie
Se eu fosse um filme: yellow submarine
Se eu fosse um número: 22
Se eu fosse uma estação: inverno
30 abril, 2006
O Iran Costa é um idiota
A minha hora de deitar costuma ser depois das 23 horas. A de acordar deveria ser às 7, mas acabo por acordar pouco depois das 6 e não consigo dormir mais. E logo eu que gosto de dormir.
Ontem já passava da meia-noite e quanto estava a segundos de adormecer, a minha irmã começa a "chamar-me", dando toques na parede. Eu, cof boa irmã cof, levanto-me a pensar que se trata de algo bastante importante. Chego lá e ela canta-me uma música do Iran Costa.
Do Iran Costa.
Aquele anormal.
Afinal é mesmo verdade.
Eu odeio música brasileira.
29 abril, 2006
Braço em vias de ficar torrado
Ontem, dei por mim com a janela do carro aberta até ao fim (sim, eu estava sentada à frente, aleluia) e a apanhar um sol horrendo.
Liguei o rádio e comecei a procurar uma estação de jeito. Pelo menos música que valesse a pena. No famos Rcp ouvia-se a odiável Daniela Mercury, com a sua odiável música brasileira. Continuei, passando por música de discoteca, rocks softs da moda, etc etc. Cheguei a uma estação que acho ser a Radar, mas estava bastante mal sintonizada. Bem, azar o meu. Desliguei o rádio e encostei a cabeça. Passou-se um longo tempo e acho que adormeci.
Quando finalmente a mãe regressou, o meu braço tinha-se acastanhado.

26 abril, 2006
Mais uma mania, diga-se antes um defeito.
Descobri mais uma mania minha, recentemente bastante dominante.
Eu interrompo as pessoas para dizer o que elas vão dizer 5 segundos depois.
Poderá dizer-se que estrago o momento, estragando todas as conversas que tenho.
Sim, eu não consigo manter conversas.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
ao quadrado.
ao cubo.
vezes cem.
infinitos mil.
Eu interrompo as pessoas para dizer o que elas vão dizer 5 segundos depois.
Poderá dizer-se que estrago o momento, estragando todas as conversas que tenho.
Sim, eu não consigo manter conversas.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
Idiot.
ao quadrado.
ao cubo.
vezes cem.
infinitos mil.
21 abril, 2006
Produção escrita - Um adaptado
Desde o aparecimento da televisão, muito mudou. As pessoas estão possessas pelos programas, não conseguem deixar de ver a novela da noite que gira à volta dos mesmos assuntos raramente importantes. Existem variados canais, infinitos programas que chegam a ser repetidos vezes sem conta. A meu ver, as notícias são mais importantes, ao manterem todos informados a nível nacional e internacional. Infelizmente, hoje em dia as pessoas valorizam muito mais programas fúteis do que programas realmente interessantes e com muita mais relevância.
A televisão tem um grande poder sobre nós, através das mais variadas maneiras.
O canal das televendas atrai uns com meros produtos dispensáveis, sempre com "descontos" e "oportunidades".
Qualquer canal transmite publicidade, usualmente enganosa, que nos faz acreditar em calúnias e que se entranha nas nossas vulneráveis mentes. A televisão tem vindo a desempenhar um papel muito mais destinado ao puro prazer e divertimento, em vez de ser apenas um meio informativo.
Se formos a ver, raramente existe alguém sem uma televisão em casa, o mais provável é haver uma na sala, uma no quarto, outra no escritório e até na cozinha. Inacreditavelmente há bastantes famílias que não dispensam a televisão durante as refeições, altura de suposto convívio.
Actualmente, a televisão tem bons e maus impactos, mas o uso excessivo é da responsabilidade da população, que deve saber distinguir o que é ou não necessário de assistir.

10 abril, 2006
Olha, encontrei a tua carteira no chão
Ando a sonhar misteriosamente com as mesmas pessoas em vários sonhos. São aquelas más, aquelas com as quais nada tenho a ver...mas uma das quais fez mal à minha irmã. Se eu não fosse tão cobarde dizia-lhe umas quantas na cara. Ando a sonhar que elas passam por situações humilhantes, talvez algo que eu queira que aconteça na realidade.
No primeiro sonho estava com a Ana num concerto qualquer, onde aparecia o Jerry Cantrell. A música não conseguia detectar, pelo menos quando acordei não me lembrava de como era. Estavam elas idiotas a passar por detrás do palco e a certo momento, a música parou e as pessoas calaram-se todas. A mais nova tinha deitado umas gigantescas colunas abaixo, estranhamente tinha ficado com o pé preso. Ficaram vermelhas e mandaram-nas para fora da sala. A Ana, a Raquel e eu também iamos sair, porquê não sei, mas os guardas disseram "venham cá para a frente". E ficámos ali a apreciar o concerto, todas a dançar de maneira impensável.
No segundo sonho que me lembro, estava eu a vasculhar uma carteira, idêntica à da minha irmã. De repente apareceu a mais nova a olhar com uma cara esquisita. Eu disse, inocentemente "olha, encontrei a tua carteira no chão".
Devia ter ido a casa dela e ter-lhe pegado fogo, como o Donnie Darko?
Não, a coitada da mãe não merece uma coisa dessas.
No primeiro sonho estava com a Ana num concerto qualquer, onde aparecia o Jerry Cantrell. A música não conseguia detectar, pelo menos quando acordei não me lembrava de como era. Estavam elas idiotas a passar por detrás do palco e a certo momento, a música parou e as pessoas calaram-se todas. A mais nova tinha deitado umas gigantescas colunas abaixo, estranhamente tinha ficado com o pé preso. Ficaram vermelhas e mandaram-nas para fora da sala. A Ana, a Raquel e eu também iamos sair, porquê não sei, mas os guardas disseram "venham cá para a frente". E ficámos ali a apreciar o concerto, todas a dançar de maneira impensável.
No segundo sonho que me lembro, estava eu a vasculhar uma carteira, idêntica à da minha irmã. De repente apareceu a mais nova a olhar com uma cara esquisita. Eu disse, inocentemente "olha, encontrei a tua carteira no chão".
Devia ter ido a casa dela e ter-lhe pegado fogo, como o Donnie Darko?
Não, a coitada da mãe não merece uma coisa dessas.
07 abril, 2006
A culpa é "dele"
Estou-me a ver aflita para aguentar estas duas semanas de férias.
Dizem ser férias da Páscoa, esse raio de comemoração que não tem dia fixo e celebra duas coisas diferentes: os judeus a sua saída do Egipto e os cristãos a ressurreição de um suposto deus.
Diverti-me nos primeiros dias e agora não há nada que me ajude a ocupar estes monótonos tempos. O fotolog acho que está prestes a acabar, pelo menos já começa a cair, lentamente. Não sei se o manterei de pé por muito mais tempo.
Os trabalhos de escola lá vão indo, falta-me o grandioso elaboradíssimo sobre as vivências dum parente, cuja idade não deveria ser inferior a 75 anos, durante o início da década de 40.
Os ensaios do piano parecem já não ser necessários, sei as minhas peças da audição de dia 22 de Abril de cor e salteado.
Saídas, pfff, o que é isso?
Não tenho muita gente para me encontrar e a vontade também não é muito grande.
As aulas de música também foram suspensas.
Acho que as minhas férias estão destinadas a secarem de dia para dia.

Tudo por causa do idiota do deus.
24 março, 2006
As manias cá da casa
Cinco manias minhas via internet:
1- Estou sempre a arranjar a franja, mesmo quando está uma ventania e ela volta a despentear-se.
2- Entro e saio várias vezes no messenger na esperança de me virem falar, o que raramente acontece.
3- Imitar o que os outros dizem, de forma potentemente ridícula. (Como por exemplo hoje, umas galinhas de outra turma andavam aos gritinhos e eu pus-me a fazer o mesmo, discretamente).
4- Reclamar com a temperatura da comida.
5- Fazer falsas identidades na internet.
1- Estou sempre a arranjar a franja, mesmo quando está uma ventania e ela volta a despentear-se.
2- Entro e saio várias vezes no messenger na esperança de me virem falar, o que raramente acontece.
3- Imitar o que os outros dizem, de forma potentemente ridícula. (Como por exemplo hoje, umas galinhas de outra turma andavam aos gritinhos e eu pus-me a fazer o mesmo, discretamente).
4- Reclamar com a temperatura da comida.
5- Fazer falsas identidades na internet.
20 março, 2006
O homem que levou um açoite
No ano passado, andava eu então no 8º ano, fizemos um joguinho em Língua Portuguesa. Sim, aquela professora foi a segunda estagiária que apanhei, e essas, oh, era jogos atrás de jogos. Consistia no seguinte: do jornal tinham sido recortadas várias palavras e metidas para dentro duma saca. Saca não digo, talvz saquinha. Continuando, cada aluno retirava da saquinha três palavras e a partir dessas três palavras, tinha de construir um poema.
Cá está então o meu.
Palavras: homem, brilhar e chegada.
Numa noite perfeita
Com as estrelas a brilhar,
Faz-se um homem à estrada
Para à sua terra chegar.
Tal homem viajante
Com as saudades que tinha,
Decidiu regressar
Para alegrar a sua aldeiazinha.
Tão feliz ficou a aldeia
Com a chegada do antigo aldeão,
Que até prepararam uma ceia
Com muita alegria, vinho e pão.
O homem ficou contente
Passou a noite a comemorar,
Com toda aquela gnte
Que nem sabia o que se iria passar.
Dia após dia
Noite após noite,
Nada de jeito o homem fazia
Até que levou um açoite.
Para tal coisa horrível
Quem teria descaramento?
Quem mais poderia ser
Se não fosse o velho rabugento?
E disse então o velho:
"Só te estou a chamar atenção,
A trabalhar nunca te vejo.
Diz-me lá se não tenho razão?
Se calhar até doeu
Mas de certeza que foi bem feito.
Pois porque não hás-de trabalhar,
Se já és homem com pêlos no peito?"
Esse velho rabugento
Não parava de falar.
Até que com a noite veio o vento
E um frio de rachar.
Então o homem preguiçoso
Esse momento aproveitou.
Pegou em todas as suas coisas,
Foi-se embora e nunca mais voltou.
Cá está então o meu.
Palavras: homem, brilhar e chegada.
Numa noite perfeita
Com as estrelas a brilhar,
Faz-se um homem à estrada
Para à sua terra chegar.
Tal homem viajante
Com as saudades que tinha,
Decidiu regressar
Para alegrar a sua aldeiazinha.
Tão feliz ficou a aldeia
Com a chegada do antigo aldeão,
Que até prepararam uma ceia
Com muita alegria, vinho e pão.
O homem ficou contente
Passou a noite a comemorar,
Com toda aquela gnte
Que nem sabia o que se iria passar.
Dia após dia
Noite após noite,
Nada de jeito o homem fazia
Até que levou um açoite.
Para tal coisa horrível
Quem teria descaramento?
Quem mais poderia ser
Se não fosse o velho rabugento?
E disse então o velho:
"Só te estou a chamar atenção,
A trabalhar nunca te vejo.
Diz-me lá se não tenho razão?
Se calhar até doeu
Mas de certeza que foi bem feito.
Pois porque não hás-de trabalhar,
Se já és homem com pêlos no peito?"
Esse velho rabugento
Não parava de falar.
Até que com a noite veio o vento
E um frio de rachar.
Então o homem preguiçoso
Esse momento aproveitou.
Pegou em todas as suas coisas,
Foi-se embora e nunca mais voltou.
04 março, 2006
As belas das novelas só transmitem o que o povo quer ver
Sô Dona Luísa mulher de grande maldade
É má para crianças e velhotes de qualquer idade.
Encarnação viva de uma cobra venenosa
Gosta de se sentir velhaca.
Gosta de se sentir poderosa.
Tem muita classe e glamour apesar de mal-amada.
Mas nem a sobrinha escapou de levar uma valente chapada.
Atiça e faz pirraça
Grita, parte e agride
Mas no fundo até tem graça.
Mulher maquiavélica e manipuladora
Vê a bondade por outro prisma
Se não se põe a pau
Qualquer dia rebenta-lhe o aneurisma.
(Dou os créditos à amiga lá da Guarda)
E claro, agora todos ou ninguém se questionam sobre a razão deste post.
A tvi com as suas típicas novelas, nunca anda para a frente.
Como querem que o país evolua, se o país em maioria só produz programas de televisão pobres de tema e cultura?
Tema, até há, é pena ser sempre sobre um filho perdido ou julgado morto, um amor proibido entre irmãos, zangas de família ou conspirações de mulheres/homens ricos sem necessidade de tal.
Não podemos esquecer aquelas insistentes mensagens subtis sobre os males da droga, tabaco; crise económica e desemprego; alimentação equilibrada (apesar das actrizes serem sempre só ossos) e a questão de métodos contraceptivos (nos jovens de secundário com mais cinco anos de vida em cima).
Sim, claro, as pessoas têm de estar informadas sobre a actualidade e os problemas e males da sociedade.
Cof, cof.
Existe o dito "telejornal".
Intrigas de irmãs ainda mais exageradas que na vida real, emocionante de ver.
Pelo menos para quem não tem mais nada para fazer.
Ai, a velha contradição.
É má para crianças e velhotes de qualquer idade.
Encarnação viva de uma cobra venenosa
Gosta de se sentir velhaca.
Gosta de se sentir poderosa.
Tem muita classe e glamour apesar de mal-amada.
Mas nem a sobrinha escapou de levar uma valente chapada.
Atiça e faz pirraça
Grita, parte e agride
Mas no fundo até tem graça.
Mulher maquiavélica e manipuladora
Vê a bondade por outro prisma
Se não se põe a pau
Qualquer dia rebenta-lhe o aneurisma.
(Dou os créditos à amiga lá da Guarda)
E claro, agora todos ou ninguém se questionam sobre a razão deste post.
A tvi com as suas típicas novelas, nunca anda para a frente.
Como querem que o país evolua, se o país em maioria só produz programas de televisão pobres de tema e cultura?
Tema, até há, é pena ser sempre sobre um filho perdido ou julgado morto, um amor proibido entre irmãos, zangas de família ou conspirações de mulheres/homens ricos sem necessidade de tal.
Não podemos esquecer aquelas insistentes mensagens subtis sobre os males da droga, tabaco; crise económica e desemprego; alimentação equilibrada (apesar das actrizes serem sempre só ossos) e a questão de métodos contraceptivos (nos jovens de secundário com mais cinco anos de vida em cima).
Sim, claro, as pessoas têm de estar informadas sobre a actualidade e os problemas e males da sociedade.
Cof, cof.
Existe o dito "telejornal".
Intrigas de irmãs ainda mais exageradas que na vida real, emocionante de ver. Pelo menos para quem não tem mais nada para fazer.
Ai, a velha contradição.
Nunca mais aprendo.
02 março, 2006
Poucos merecem odes
Diz-se que as odes envolvem assuntos de nível alto.
Ignorância a minha, mas que raio significa o "alto"?
Há tanto no mundo e cada pessoa acha diferentes assuntos importantes.
Acho que não tenho perfil para escrever odes.
Ao escrever poesia penso em momentos negativos, acabo por estragar a minha intenção poética.
Sonhar é bonito, mas há-que expressar o que vai mal.
Se um dia escrever uma ode, vai ser à minha mãe.
Porquê?
Já lá chego, para isso demoro sempre mil e uma pré-explicações.
Os professores dizem sempre que nos devíamos pôr no lugar deles, sentir na pele o mesmo que eles sentem em momentos menos agradáveis durante as aulas.
Não sei bem, mas faço ideia do que é estar perante uma cambada de tótós na puberdade que se acham engraçados (mas no fundo nem se sabem comportar de maneira civilizada).
Agora...fazer o papel de mãe?
Não sei mesmo, nem faço ideia.
Ter-me como filha deve ser horrível.
Mereço muito menos do que recebo.
Sou parva e dou respostas atrevidas.
Por vezes sou estranhamente desobediente, o que deriva da preguiça.
Dou trabalho e de todas as coisas que faço, nada é realmente útil útil.
Já não gosto da escola, mas devia.
Queixo-me de parvoíces, completas futilidades.
Penso que com quase quinze anos já sei muito do mundo e um pouco da vida indeed, mas isso é mentir-me a mim própria.
Faço o que não devo, às horas erradas e de maneira confusa.
O pior pior, é ficar a pensar no raio da minha auto-estima que se afoga cada vez mais.
Tenho de fazer muitas mais alegrias à mãe, parece que não chega.
Não é nem nunca foi minha intenção ser uma má filha, mas apesar de tudo, és importante para mim. A mais importante até.
Devo-te tanto e mais um pouco.
Poso não demonstrar muitas vezes o que sinto, mas é a minha maneira.
Posso não falar, mas sabes que tens sempre um grande lugar guardado nos meus pensamentos, memória e coração.
Ignorância a minha, mas que raio significa o "alto"?
Há tanto no mundo e cada pessoa acha diferentes assuntos importantes.
Acho que não tenho perfil para escrever odes.
Ao escrever poesia penso em momentos negativos, acabo por estragar a minha intenção poética.
Sonhar é bonito, mas há-que expressar o que vai mal.
Se um dia escrever uma ode, vai ser à minha mãe.
Porquê?
Já lá chego, para isso demoro sempre mil e uma pré-explicações.
Os professores dizem sempre que nos devíamos pôr no lugar deles, sentir na pele o mesmo que eles sentem em momentos menos agradáveis durante as aulas.
Não sei bem, mas faço ideia do que é estar perante uma cambada de tótós na puberdade que se acham engraçados (mas no fundo nem se sabem comportar de maneira civilizada).
Agora...fazer o papel de mãe?
Não sei mesmo, nem faço ideia.
Ter-me como filha deve ser horrível.
Mereço muito menos do que recebo.
Sou parva e dou respostas atrevidas.
Por vezes sou estranhamente desobediente, o que deriva da preguiça.
Dou trabalho e de todas as coisas que faço, nada é realmente útil útil.
Já não gosto da escola, mas devia.
Queixo-me de parvoíces, completas futilidades.
Penso que com quase quinze anos já sei muito do mundo e um pouco da vida indeed, mas isso é mentir-me a mim própria.
Faço o que não devo, às horas erradas e de maneira confusa.
O pior pior, é ficar a pensar no raio da minha auto-estima que se afoga cada vez mais.
Tenho de fazer muitas mais alegrias à mãe, parece que não chega.
Não é nem nunca foi minha intenção ser uma má filha, mas apesar de tudo, és importante para mim. A mais importante até.
Devo-te tanto e mais um pouco.
Poso não demonstrar muitas vezes o que sinto, mas é a minha maneira.
Posso não falar, mas sabes que tens sempre um grande lugar guardado nos meus pensamentos, memória e coração.
Peça acabada
E por longos desatinados momentos, pensei ser qualquer coisa.
Uma ouvinte, uma companheira, uma boa companhia.
Decepcionalmente menti-me a mim própria.
Nem sei de que forma expressar, a mentir a si próprio nem era suposto existir.
Olho um pouco para trás, lentamente, para não me magoar muito.
Parece-me que perdi tempo, apesar de ter aprendido isto e aquilo.
Já preencheste o teu papel na minha vida.
Já não há mais falas, a peça acabou.
O pouco público que assitiu, aplaudiu.
Foste brilhante.
Não me enganaste, eu é passo a vida a iludir-me.
Riram-se de mim.
Representei tão mal, no meu papel não constava ingenuidade e fraqueza.
Dizem que devemos aproveitar a vida e não hesitar muito.
No último acto lancei-me de corpo e alma.
Fui vaiada.
Uma ouvinte, uma companheira, uma boa companhia.
Decepcionalmente menti-me a mim própria.
Nem sei de que forma expressar, a mentir a si próprio nem era suposto existir.
Olho um pouco para trás, lentamente, para não me magoar muito.
Parece-me que perdi tempo, apesar de ter aprendido isto e aquilo.
Já preencheste o teu papel na minha vida.
Já não há mais falas, a peça acabou.
O pouco público que assitiu, aplaudiu.
Foste brilhante.
Não me enganaste, eu é passo a vida a iludir-me.
Riram-se de mim.
Representei tão mal, no meu papel não constava ingenuidade e fraqueza.
Dizem que devemos aproveitar a vida e não hesitar muito.
No último acto lancei-me de corpo e alma.
Fui vaiada.
01 março, 2006
O começo
E cá começa uma jornada blogger.
Um diário público, diga-se então.
Não conto segredos íntimos nem nada que se pareça.
Talvez por não ter o prazer de ter algo assim ou mesmo por haver felizes contemplados a ler.
Vou deixar que as palavras fluam, como se não houvesse amanhã.
O que vai cá dentro é um fardo enorme, sinto grandes necessidades para mandar para fora.
Injúrias?
Talvez, mas venham elas sem nomes citados.
É possível que venha tudo de maneira desordenada, como os electrões num condutor da corrente eléctrica.
Critiquem o que quiserem, mas eu só estou aqui para escrever e não para responder.
A minha escrita não vai ser mútua.
Um diário público, diga-se então.
Não conto segredos íntimos nem nada que se pareça.
Talvez por não ter o prazer de ter algo assim ou mesmo por haver felizes contemplados a ler.
Vou deixar que as palavras fluam, como se não houvesse amanhã.
O que vai cá dentro é um fardo enorme, sinto grandes necessidades para mandar para fora.
Injúrias?
Talvez, mas venham elas sem nomes citados.
É possível que venha tudo de maneira desordenada, como os electrões num condutor da corrente eléctrica.
Critiquem o que quiserem, mas eu só estou aqui para escrever e não para responder.
A minha escrita não vai ser mútua.
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